31 de outubro de 2026
Copie esta estratégia de Reels que trouxe +1.900 seguidores qualificados

Ester Valentim

Eu lembro direitinho da sensação de abrir as métricas desse Reels e pensar: "uai, QUE QUE TÁ ROLANDO?".
Motivo? De um dia pro outro UM reels que eu postei pra minha cliente gerou +1000 seguidores. E seguidores qualificados, viu??
Agora já passou exatamente 1 mês e esse bendito e lindo vídeo continua entregando. Resultado? Mais de 1.900 seguidores orgânicos qualificados.
E venho por meio deste com prints para provar (porque eu gosto de uma emoção, mas também gosto de uma evidência, né amore?).
O que você vai aprender neste artigo?
Chega de me exibir (por enquanto). A ideia aqui é abrir os bastidores dessa estratégia de Reels, mostrar por que ela funcionou e como você pode adaptar a lógica para o seu nicho.
Repare bem: adaptar. Não copiar.
Até porque cada marca tem seus diferenciais, cada especialista tem sua história e, além disso, cópia é crime (e todo mundo que vive copiando fica feio no mercado, vamos combinar).
O que você deve copiar é a ESTRUTURA por trás do conteúdo:
- O recorte da história: qual pedaço da trajetória vai virar conteúdo (porque ninguém precisa contar a vida desde o primeiro miojo queimado na faculdade).
- A dor que aparece no começo: o problema que faz a pessoa certa pensar "nu, isso aqui parece comigo".
- A sequência de tentativas: o caminho que mostra que a transformação não caiu do céu, veio com erro, ajuste, insistência e um tanto de paciência.
- As falhas escolhidas: não qualquer sofrimento jogado no roteiro, mas os tropeços que ajudam o público a se identificar com a jornada.
- A virada da narrativa: o momento em que alguma coisa muda, seja uma decisão, um método, uma oferta, um posicionamento ou uma forma nova de enxergar o problema.
- O resultado concreto: o que aconteceu depois da virada, sem precisar transformar a história em ostentação com glitter.
- A mensagem final: a frase que amarra tudo e deixa a pessoa com vontade de continuar acompanhando, mesmo sem você pedir "me siga para mais".
Repete comigo: copiar estrutura é uma coisa.
Copiar vida alheia é OUTRA.
E essa segunda opção costuma ficar com cara de personagem mal desenvolvido, daqueles que a gente olha e pensa: "hmmm, tem alguma coisa estranha nesse trem".
A força desse Reels estava justamente na verdade da trajetória. Não era um roteiro vazio tentando parecer emocionante.
Era uma história real com um recorte bem escolhido, e esse recorte fez o público certo parar para assistir, se reconhecer e seguir.
First things first: qual era o contexto da estratégia de Reels?
Eu tenho um jeitinho bem particular de criar conteúdo. Afinal, faço isso há anos.
E uma parte importante do meu método é: conteúdos que reforçam a história do especialista entram no calendário de conteúdo com frequência, quase toda semana.
Não como "post sobre mim" aleatório, daqueles que parecem uma autobiografia perdida no feed, mas como conteúdo estratégico mesmo.
O objetivo é:
- reforçar a autoridade do especialista,
- a transformação que ele defende,
- e gerar identificação com as dores e crenças do público.
Só que tudo isso de um jeito sutil, porque ninguém gosta de sentir que está lendo propaganda com roupa de história.
As pessoas aprendem melhor por histórias. É por isso que, quando a história é bem escolhida, ela vende sem parecer que está tentando vender (olha que delícia).
Esse Reels foi criado para uma cliente advogada. A ideia era mostrar como ela se tornou a profissional que é hoje.
Como o roteiro foi construído?
A estrutura do vídeo seguia uma lógica muito clara: antes → queda → tentativa → nova queda → virada → conquista → mensagem final
O roteiro original foi esse. Veja com seus próprios olhos:
- Passei na OAB
- Amigos indo fazer concurso
- Escolhi a advocacia
- Nenhum cliente aparecia
- Fazendo bicos porque não ganhava nada
- Falhei
- Comecei a postar conteúdo para atrair clientes
- Aos poucos foi dando certo
- Virei piada nos grupos de WhatsApp
- Fiquei com vergonha e quis desistir
- Falhei
- Me interessei por Previdenciário
- Aprendi cálculos previdenciários sozinha
- Fechei meus primeiros contratos de êxito
- Levei calote
- "Parceiros" advogados me passaram pra trás
- Falhei
- Comecei a oferecer planejamento previdenciário
- Os clientes toparam
- O dinheiro começou a entrar
- Clientes indicando
- Aumentei o escritório e contratei mais pessoas
- Viajei o mundo
- Fui morar em um bairro incrível com a minha família
- O esforço finalmente valeu a pena
- Nunca desista
O pulo do gato desse roteiro não estava em começar pelo sucesso, porque sucesso jogado logo no início pode até impressionar, mas nem sempre conecta.
Achei essa estrutura de Reels um enigma, facilita pra mim?
Claro. Se você nunca ouviu falar em jornada do herói, segura esse trem aqui: é uma estrutura de narrativa mundialmente conhecida, usada em filmes, livros, séries, marcas (boatos por aí que tem até na Bíblia) e, sim, conteúdos de Reels também.
Basicamente, ela mostra uma pessoa comum saindo de um lugar inicial, enfrentando desafios, passando por quedas, aprendendo algo importante e voltando transformada.
Traduzindo para o caso desse Reels, ficou assim:
- Mundo comum: ela passou na OAB e escolheu advogar, enquanto outras pessoas iam para o caminho do concurso.
- Problema inicial: nenhum cliente aparecia, o dinheiro não vinha e ela precisava fazer bicos para se manter.
- Primeira tentativa: ela começou a postar conteúdo para atrair clientes e, aos poucos, alguma coisa começou a funcionar.
- Nova queda: virou piada em grupos de WhatsApp, ficou com vergonha, quis desistir e falhou de novo.
- Aprendizado: se interessou por Previdenciário e aprendeu cálculos previdenciários sozinha.
- Novo obstáculo: fechou contratos, mas levou calote e foi passada para trás por parceiros.
- Virada: começou a oferecer planejamento previdenciário, uma solução mais alinhada com o que ela queria construir.
- Conquista: os clientes toparam, o dinheiro entrou, as indicações vieram, o escritório cresceu e a vida mudou.
- Mensagem final: "nunca desista", que fecha o vídeo como um recado para quem está no começo da própria jornada.
É por isso que esse roteiro prende. Ele não é só uma sequência de fatos jogados na tela, igual lista de mercado feita com pressa. Ele tem progressão, conflito, virada e recompensa. A pessoa assiste porque quer saber se aquela advogada, que começou toda perdida, vai conseguir sair do buraco.
Por que essa estratégia trouxe seguidores qualificados?
Aqui está o ponto principal: esse Reels não trouxe mais de 1.900 seguidores orgânicos qualificados porque era apenas uma história bonitinha. Ele trouxe esse resultado porque falava com uma dor muito específica.
O conteúdo chamava a atenção de advogados que estavam vivendo ou já tinham vivido coisas como medo de não dar certo, falta de clientes, vergonha de postar, dúvida sobre qual área escolher, comparação com colegas que foram para concursos, instabilidade financeira, sensação de estar perdido e dificuldade de enxergar a advocacia como negócio.
Quem não era esse público até podia achar a história interessante. Mas quem era esse público pensava: "nu, isso aqui parece comigo". E, quando a pessoa se reconhece de verdade, ela não assiste do mesmo jeito.
É aí que mora a diferença entre viralizar por viralizar e construir um conteúdo que atrai gente qualificada. Um viral vazio pode até inflar número, mas uma boa estratégia de Reels faz o público certo chegar mais perto.
E público certo chegando mais perto é outro jogo. Não é só sobre visualização bonita no print, é sobre atrair pessoas que entendem a mensagem, se conectam com a história e têm motivos reais para continuar acompanhando aquela especialista.
Cereja do bolo: a ausência de CTA
Agora vem uma parte que eu acho MUITO interessante nesse caso: o Reels não tinha CTA direto. Não tinha "me siga", "comenta aqui", "salva para ver depois" ou qualquer frasezinha mandando a pessoa fazer alguma coisa no final.
Ao invés desse clichê (obs: não estou aqui para defender a queda desse hábito, 97% dos meus conteúdos tem CTA), eu optei por uma mensagem simples: uma mensagem motivacional tipo "Não desista" no conteúdo e na LEGENDA.
E mesmo assim, as pessoas seguiram.
Nesse caso, o "nunca desista" funcionou quase como um recado para quem estava assistindo do outro lado da tela, vivendo aquele começo torto, meio humilhante, meio "será que eu nasci para isso mesmo?".
Quando a pessoa se reconhece na história, ela não precisa ser empurrada para seguir. Ela vai sozinha, porque quer continuar acompanhando aquela especialista, quer entender como ela pensa, como ela chegou ali e o que mais ela tem para ensinar.
Esse é um ponto importante: nem todo conteúdo precisa terminar com um comando direto para gerar ação. Às vezes, a melhor CTA é uma frase que faz a pessoa pensar: "eu preciso continuar acompanhando isso".
Como adaptar essa estratégia para qualquer nicho?
A primeira coisa é entender que você não vai adaptar o roteiro copiando a história da minha cliente. Você vai adaptar a lógica.
Cada marca tem sua própria trajetória, seus diferenciais, seus perrengues e suas viradas (e ainda bem, porque imagina todo mundo contando a mesma história? Virava multiverso da vergonha).
O caminho é procurar uma experiência real que tenha relação com a transformação que você defende hoje. Pode ser um erro que te ensinou algo, uma fase difícil no começo da profissão, uma crença que você precisou abandonar, uma cliente que te fez enxergar um problema de outro jeito ou uma decisão que mudou sua forma de trabalhar.
Depois, organize essa história como uma mini jornada. Mostre onde você estava, qual problema apareceu, o que você tentou fazer, onde deu errado, o que você aprendeu, qual foi a virada e o que mudou depois disso. Não precisa transformar em novelão das nove, mas também não pode virar lista seca de acontecimentos.
Por exemplo: uma nutricionista pode contar como saiu de uma comunicação genérica para um posicionamento mais específico.
Uma consultora pode mostrar como deixou de vender "sessões soltas" e passou a vender um processo com começo, meio e fim.
O segredo é escolher uma história que sirva de espelho para o público. A pessoa precisa assistir e pensar: "eu estou exatamente nessa fase" ou "eu já senti isso e não sabia colocar em palavras". Quando isso acontece, o conteúdo deixa de ser só sobre você e começa a ser sobre quem está assistindo também.
E, por favor, não inventa vulnerabilidade fake para parecer profunda. O público sente quando a história está maquiada demais, igual base dois tons abaixo no pescoço (não passa despercebido, diva). Use uma história real, escolha bem o recorte e termine com uma mensagem que conecte a sua jornada com a dor da pessoa que você quer atrair.
Qual modelo você pode adaptar?
Agora vamos para a parte "pega esse trem e adapta". Use esta estrutura como base, mas sem transformar o seu conteúdo em cópia engessada.
- Ponto de partida: onde você estava antes da transformação? Mostre o começo da história de um jeito simples, tipo: "quando eu comecei em [área], eu achava que precisava de [crença antiga]".
- Dor principal: qual problema seu público também vive? Escolha uma dor que não seja só sua, mas que também faça parte da realidade de quem você quer atrair.
- Primeira falha: o que você tentou e não funcionou? Mostre uma tentativa real, porque é isso que tira a história daquele lugar perfeito demais.
- Nova tentativa: o que começou a mudar? Aqui você mostra movimento, mesmo que ainda não seja a grande virada da história.
- Nova queda: onde o processo ainda ficou difícil? Não faça parecer que tudo virou lindo em três segundos, porque ninguém acredita nesse conto de fada com ring light.
- Virada: qual decisão transformou o jogo? Pode ser um método, uma oferta, um posicionamento, uma escolha de nicho ou uma forma nova de enxergar o problema.
- Resultado: o que aconteceu depois? Mostre a consequência concreta da virada, sem precisar enfeitar a história até ela perder a cara de gente.
- Mensagem final: qual frase você deixaria para quem está nesse começo? Essa pode ser sua CTA emocional, algo que faça a pessoa sentir que você está falando diretamente com ela.
O desafio é esse: pegue uma história real, corte o drama desnecessário, mantenha o perrengue que importa e transforme isso em um Reels com começo, conflito, virada e mensagem. Sem copiar vida alheia, pelo amor da estratégia.
Quer transformar sua história em uma estratégia de Reels?
Talvez você também tenha uma história forte. Talvez você já tenha vivido falhas, recomeços, viradas e conquistas que poderiam atrair exatamente as pessoas certas para o seu perfil.
Mas uma boa história, sozinha, nem sempre vira conteúdo estratégico. O que transforma uma história em conteúdo que performa é o recorte: saber o que mostrar, o que deixar de fora, qual dor destacar, qual frase repetir, qual emoção conduzir e qual mensagem deixar no final.
Foi isso que eu fiz nesse Reels para minha cliente. E foi isso que ajudou esse conteúdo a trazer mais de 1.900 seguidores orgânicos qualificados, sem depender de CTA direto, sem apelar para trend vazia e sem transformar a história dela em uma propaganda.
Então, se você sente que tem repertório, história e experiência, mas ainda não consegue transformar isso em conteúdo que atrai as pessoas certas, talvez não falte história.
Talvez falte estratégia.
E, nesse caso, meu trabalho é justamente te ajudar a encontrar o recorte certo. Porque o conteúdo que pode virar o jogo não está sempre em uma trend nova.
Às vezes, ele está em uma história sua que ainda não foi contada do jeito certo.
Quer uma estratégia assim pro seu conteúdo?
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