31 de outubro de 2026
Na moral? Às vezes tu tá sem ideia de conteúdo porque passa tempo demais olhando só pro próprio umbigo

Ester Valentim

"Ah, Ester, tô travada!", "Tô cansada de falar do meu trabalho!"
Eu ouço isso DIRETO e quase sempre não é falta de ideia, é falta de foco. A pessoa quer vender, olha pro próprio serviço e pensa: "Vou falar mais dele."
Só que tem um problema: INDEPENDENTEMENTE do serviço que você vende, 99% das pessoas não acorda pensando "hmm, hoje eu quero aprender mais sobre esse serviço específico".
Na verdade, quando alguém já está nesse nível de interesse, geralmente vai fazer 2 coisas: pedir indicação para alguém ou jogar a dúvida no Google.
Num diagnóstico de posicionamento digital (vulgo "análise de perfil" só que com mais dados) que eu entreguei recentemente, eu analisei 12 marcas do mesmo mercado.
O resultado foi curioso: 8 dessas marcas tinham o feed praticamente inteiro formado por posts falando só do serviço que oferecem.
Sim, gente. Só do SERVIÇO. Aí vou te mostrar porque isso é absurdo. Imagina abrir um perfil e encontrar uma sequência assim:
O que é BPO financeiro?
Para quem é o BPO financeiro?
Vantagens do BPO financeiro.
Por que contratar BPO financeiro?
Chatoooooo.
É aí você posta, posta, posta… e chega uma hora em que já falou tanto da mesma coisa que até você começa a se cansar do próprio tema. E o pior: quem ainda não está no momento de comprar, simplesmente ignora.
A solução? O cliente.
Quando você muda o foco para a vida do cliente, o conteúdo começa a fluir.
Exemplo: loja de roupas. Se ela cria conteúdo só sobre as próprias peças (tecido, modelagem, combinação de cores, tendência) ela está conversando apenas com quem já quer comprar roupa.
Mas e a adolescente que só quer sair para um date? E a mulher que foi convidada para um casamento e quer um vestido lindo, mas não tem $$ para pagar aqueles alugueis absurdos? E a pessoa que quer causar uma boa impressão pra uma entrevista de emprego?
É por isso que, antes de pensar em conteúdo, eu recomendo montar um Mapa da Empatia.
Inclusive, sempre que alguém me pergunta (por eu trabalhar com redes sociais há 4 anos) como que eu não deixo faltar ideias. Eu digo: "Mapa da empatia e boletos a pagar rs."
Brincadeiras à parte, o mapa da empatia não é algo que eu inventei, não. É uma ferramenta de marketing usada há anos para entender melhor o comportamento do cliente.
Ao contrário do que muitos pensam, ele não limita a criação, ele ajuda muito a ampliar!
Eu explico exatamente assim pros meus clientes de consultoria (faz e depois me conta se funcionar!). Pega um papel ou abre um documento e escreve esses tópicos sobre o seu cliente:
- O que eles odeiam
- O que eles amam
- Quais alternativas (ao seu produto/serviço) eles acham que têm
- O que eles desejam
- Quais são as dores deles
- Quais são os medos deles
- O que eles ouvem
- O que eles veem
- O que eles pensam
Agora vem a parte importante: seu desafio vai ser escrever 10 coisas para cada um desses itens. Pode num documento no computador mesmo. Eu, por exemplo, sou zero visual, então faço tudo no Google Docs. E aí você começa a preencher.
Quanto mais respostas você der para cada tópico, mais situações você terá para criar conteúdo e atrair seu cliente sem ficar enchendo o saco dele sobre o seu serviço.
Depois que você terminar de colocar 10 itens pra cada, você vai ter simplesmente 90 ideias de conteúdos voilá ✨
Se você conhece alguém que pode se beneficiar desse conhecimento, envie o link deste conteúdo para a pessoa.
Espero que você tenha gostado e queira ver mais conteúdos como este ou conversar sobre copywriting, lançamentos e marketing de conteúdo.
Até a próxima 🙂
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